-A +A
Livro traz Projeto Juriti Sustentável
A Alcoa, a Fundação Getulio Vargas e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade realizam uma proposta de sustentabilidade direcionado ao município de Juriti, localizado no Oeste do Pará, e que recebe empreendimento de mineração de bauxita.
As soluções estão descritas no livro Juriti Sustentável: Uma proposta de modelo para o desenvolvimento local. A obra contextualiza orientações que podem ser aplicadas na região em curto, médio e longo prazos.
A experiência foi impulsionada pela implantação do empreendimento de mineração da Alcoa e retrata métodos e dinâmicas em meio entrevistas com Franklin L. Feder, presidente da Alcoa América Latina e Caribe; Mario Monzoni, coordenador-geral do GVces; e Pedro Leitão, secretário-geral do Funbio.
Franklin Feder, presidente da Alcoa, afirma que a intenção é que o Juriti seja o melhor projeto de mineração do mundo, uma vez que o segmento no Norte do País possui experiências negativas. Feder reforça a tese que a concretização positiva poderá ser benéfica para o setor industrial, para o Brasil e também para a companhia.
A implantação teve início em 2006 a partir das obras da Mina e posteriormente das discussões e pesquisas com uma equipe multidisciplinar, contribuindo para pesquisa de campo e levantamento dos aspectos econômicos e sociais da região. O relatório foi denominado Juruti Sustentável: Diagnóstico e Recomendações, o embrião do Projeto Juruti Sustentável.
Os principais aspectos atendidos pelo projeto visam o respeito ao meio ambiente, responsabilidade social e sucesso econômico. O modelo escolhido para ser executado é uma iniciativa voluntária da companhia decorrentes de requisitos legais para implantação da
Mina de Juruti (Planos de Controle Ambiental, Matriz de Compensação Coletiva do Assentamento Socó I), além da Agenda Positiva da Alcoa.
As ações possuem o sistema de Indicadores de Sustentabilidade e do Fundo Juriti Sustentável que teve sua primeira proposta de funcionamento apresentada. Além disso, há o Conselho Juriti Sustentável com um espaço público de diálogo entre as partes interessadas no desenvolvimento local.
Mario Monzoni, coordenador-geral do GVces, explicou que os indicadores e o fundo são ferramentas para mobilização social que direciona o caminho do desenvolvimento. No entanto, Monzoni ressalta a importância de estabelecer um diálogo entre empresa, poder público e comunidade.
Para Pedro Leitão, secretário-geral do Funbio, o Funjus demonstra um diferencial no funcionamento do setor de mineração com base em um bom relacionamento com a comunidade. Já em relação ao retorno dos investimentos, Leitão disse que esse aspecto é parte legítima e integrante dessa comunidade.
O secretário-geral do Funbio abordou também que pode-se notar bons resultados pelas carteiras de investimentos das empresas consideradas sustentáveis, sendo que a ação socioambiental permite um retorno além da capacidade localmente de forma pacífica.
Portal Indústria Brasileira - IB - Foto: Divulgação