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Cenário otimista para o mercado de polipropileno

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O Ministério da Saúde analisou as fibras de PVA - Poli Álcool Vinílico e PP - Polipropileno, através de um grupo formado na ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em cumprimento ao artigo 6º do Decreto nº 2.350, de 15 de outubro de 1997, que regulamenta a Lei nº 9055, de 1º de junho de 1995. Esse grupo teve a participação de representações de técnicos, ONGs, cientistas, universidades, ABIFibro, Fundação Osvaldo Cruz, CNI - Confederação Nacional da Indústria, Sindicato de Minaçu (Goiás), Eternit, produtores de fibras alternativas e outros.

Após meticulosa avaliação, durante mais de um ano de trabalho, o grupo emitiu uma nota técnica, esclarecendo: "Estas fibras de PVA (poli álcool vinílico) e PP (polipropileno) possuem diâmetro entre 10 e 20 µm e comprimento superior a 5 mm, e em temperatura ambiente não fibrilam (subdivisão de uma fibra em um conjunto de fibras menores de menor diâmetro), sendo portanto caracterizadas como não respiráveis.

" Depois dessas considerações, o grupo encarregado da análise das fibras em questão chegou ao seguinte consenso: "pela recomendação da utilização das fibras de PVA e PP, nas dimensões descritas, na produção de fibrocimento". Essa conclusão foi informada à Associação Brasileira das Indústrias e Distribuidores de Produtos de Fibrocimento (Abifibro) através do Ofício nº 145/GM, do Gabinete do Ministro da Saúde, em 28 de dezembro de 2004.

O polipropileno, segundo o IARC (International Agency for Research on Cancer), "tem uma produção maciça e o seu uso, de forma geral, em inúmeras aplicações, inclusive cirúrgicas, nas últimas décadas, indicam que a exposição dos trabalhadores e da população em geral a essa fibra, é comum." Trata-se de uma resina utilizada em diversas aplicações, desde brinquedos injetados, peças automotivas, cadeiras e mesas, embalagens para produtos alimentícios, no setor têxtil, ráfias, fibras, filmes, nãotecidos, entre outros.

Quanto aos produtos de fibrocimento compostos com polipropileno, os mesmos apresentam muito boa qualidade, que aliada ao bom desempenho técnico, são seguros para a saúde da população em geral, a um custo superior àqueles produzidos com amianto crisotila, de cerca de 13%, podendo ser reduzido quando a escala de produção for estabelecida.

Para confirmar essa informação podemos citar que algumas empresas do setor de fibrocimento já têm em seus sites, oferta de produtos compostos com fibras alternativas, sintéticas.

O alto desempenho do polipropileno é obtido graças a um equilíbrio de propriedades, tais como alta tenacidade, baixo peso específico (especialmente quando orientado), boa claridade, resistência a altas temperaturas, entre outras.

Além disso, por se tratar de um polímero termoplástico, existem diferentes formas de reaproveitamento (químico, energético e mecânico) do polipropileno, que pode ser reciclado, contribuindo para preservação do meio ambiente. De modo geral, o cenário para o mercado de polipropileno é bastante otimista. E tende a ser cada vez mais interessante quando a oportunidade de substituição do amianto começa a ser vislumbrada no Brasil.

Em carta dirigida à ABIFibro, no dia 5 de junho de 2006, eminentes professores, da Escola Politécnica da USP, Departamento Eng. Construção Civil e Faculdade de Zootecnia e Engª Alimentos da USP - Grupo de Construções e Ambiência, declaram:

- "Não dispomos de qualquer indício que outros produtos de fibrocimento sem amianto hoje existentes no mercado brasileiro possam apresentar problemas de durabilidade".

- "Em resumo, mantido o quadro hoje existente, somos otimistas sobre o futuro dos produtos de fibrocimento sem amianto no Brasil, incluindo o desempenho destes produtos no longo prazo".



João Carlos Duarte Paes - Presidente da Associação Brasileira das Indústrias e Distribuidores de Fibrocimento - Abifibro

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