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As perspectivas para o transporte rodoviário internacional para 2009

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Dois mil e nove será um ano que as empresas precisam se ajustar à nova realidade de mercado e de operação. Essa turbulência da economia internacional vai fazer com que se modifiquem os fluxos de comércio exterior. Provavelmente alguns produtos deixarão de ser exportados de um país para outro, ao mesmo tempo, talvez abra alguma oportunidade de novas mercadorias.

Entendo que esse ajuste nas empresas deve ser de forma a adequar a frota à quantidade de carga disponível e não ofertar frota em excesso, porque isso representaria uma queda no preço, ou pior: trabalhar com prejuízo no vermelho. Mas ao mesmo tempo, as empresas terão que reduzir seus custos e racionalizar as operações. Nesse momento de crise, o mais importante é olhar para dentro da empresa e criar operações melhores estruturadas que tenham menos custos, além de reduzir todos os outros custos que não sejam essenciais pra empresa. Isso é uma questão fundamentalmente de sobrevivência das empresas para o ano de 2009.

Em termos institucionais, a ABTI vai continuar buscando junto aos órgãos governamentais um reconhecimento dos transportadores rodoviários como exportadores de serviços, em conseqüência disso, o acesso a linhas de crédito específica de exportadores como os ACCs (Adiantamento dos Contratos de Câmbio). Também vamos buscar a isenção de impostos sobre o combustível dos caminhões, a exemplo do que ocorre com o marítimo e o aéreo, que já tem este benefício. E também buscaremos negociações com as autoridades mostrando os gargalos deste sistema - principalmente a demora da liberação dos caminhões em áreas de fronteira e nas aduanas interiores.

Achamos que tem que haver uma modificação nos procedimentos dos diversos organismos que atuam no transporte rodoviário internacional, ou seja, uma maior harmonia entre eles, com uma simultaneidade de procedimento, além de horários uniformes e ampliados, e uma possibilidade de antecipação de informações, dos pedidos de anuência para os órgãos, uma antecipação do despacho aduaneiro. De modo que, quando os caminhões chegarem nas áreas aduaneiras, a liberação seja muito mais rápida.

Agilizar as operações de comércio exterior, representa sob a ótica econômica, trabalhar na continuidade das atividades empresariais. Já que, neste cenário encontramos uma vasta cadeia de serviços, o risco das operações aumenta, porque uma simples negligência com qualquer uma destas variáveis pode afetar diretamente a rentabilidade do setor.

Por isso, a ABTI trabalha focada no monitoramento das atividades utilizadas para manter a dinâmica das operações, realizando intervenções imediatas, nas mais diferentes esferas administrativas do Poder Público. Essa disposição implica, numa dedicação especial com todas as questões incidentes sobre o segmento. Esta dedicação é facilmente compensada pela satisfação de atingirmos operações capazes de atender as obrigações assumidas em tempo hábil, conforme aquilo estipulado nos contratos de prestação de serviços.

Luiz Alberto Mincarone - Presidente da Associação Brasileira de Transportadores Internacionais

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